Chegar à palavra verde
em que a língua se refresca
e abre na boca túmida
de som.
Dizer verde de ouvidos metidos
no mangue murmurento
onde azul e amarelo
enterram-se fervorosamente
um no outro.
Roçar os lábios no verde
e coçar as costas da expressão
na casca da árvore acesa.
Deitar o verbo entre os pelos
da selva e ver o verde
manando entre os nós
