Fala-me do tempo como se não fosse em ti
POÉTICA LEITURA
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
09/09/2026
Por Margarida Antunes
SUBLIMAÇÃO ( Jade Dantas )
Encontra-me no beijo
que te envio.
Toca a espera do meu corpo
a sonhar o teu.
Flutua, amado,
entre mim e o que és.
BRIGA NO BECO ( Adélia Prado )
Encontrei meu marido às três horas da tarde
ANIVERSÁRIO XXV ( Mário Domingos )
ÚNICO POEMA DE AMOR ( Lúcio Cardoso )
tudo tão calmo
A PALAVRA ( António Ramos Rosa )
A palavra é uma estátua submersa, um leopardo
Por Joaquim Pessoa
RETALHOS ( Márcia Maia ) In Em Queda Livre; Edição da autora, Recife, 2005
sabe a amor a sono esse cheiro
MARÍTIMA ( Márcia Maia ) In Em Queda Livre; Edição da autora, Recife, 2005
era àquela hora em que o mar por estar
ASTERISCOS ( Alberto da Cunha Melo ) De Círculo Cósmico, 1966
Como um suicida que deixa
POÉTICA ( Vinicius de Moraes )
A PERA ( Vinicius de Moraes )
O RIO ( Vinicius de Moraes )
Uma gota de chuva
08/09/2026
ORIGEM ( Célia Moura ) in Vestida De Silêncio, Universitária Editora, 2000
Por Célia Moura, in No Hálito De Afrodite
03/09/2026
O RISO E A FACA ( Tom Zé )
02/09/2026
ELA E EU ( Caetano Veloso )
Há flores de cores concentradas
30/08/2026
Por Célia Moura
29/08/2026
NAVEGANDO ( Maria João Cantinho )
Por Cláudia Lucas Chéu
A DESIMPORTÂNCIA DO FALO EXPLICADA A CAVALHEIROS ( Cláudia Lucas Chéu )
25/08/2026
Por Alexandra Santos, in Palavras Sussurradas, Chiado Editora, 2014
Passeio as mãos pelo teu corpo e sinto-te
HABITA - ME ( Cília Campos ) in Girassol; Edições Chiado Books, 2019
SONHEI CONTIGO ( Nuno Júdice ) in Poesia Reunida 1967-2000; D. Quixote, 2000
24/08/2026
Por Célia Moura
21/08/2026
TU ME QUERES CASTA ( Alfonsina Storni ) tradução: Osvaldo Orico
Tu me queres alva,
me queres de espuma,
me queres de nácar,
que seja açucena
mais casta que todas.
De perfume suave;
corola fechada.
Nem raio de lua
filtrado me toque.
Nem a margarida,
seja minha irmã.
Tu me queres nívea,
tu me queres branca,
tu me queres casta.
Tu, que as taças todas
já tiveste à mão.
Os lábios corados
de frutos e mel.
Tu, que no banquete
coberto de pâmpanos,
as carnes gastaste
festejando a Baco.
Tu, que nos jardins
escuras do engano,
lascivo e vermelho
correste ao abismo.
O’ tu, que o esqueleto,
não sei por que graça
ou por que milagre
conservas, intacto,
só me queres branca,
(que Deus te perdoe!)
só me queres casta,
(que Deus te perdoe!)
só me queres alva.
Foge para o bosque,
vai para a montanha,
purifica a boca,
vive na humildade.
Segura com as mãos
a terra orvalhada.
Alimenta o corpo
de raiz amarga.
Bebe a água das rochas
dorme sobre a geada,
renova os tecidos
com salitre e água.
Conversa com os pássaros,
lava-te na aurora.
E já quando as carnes
ao corpo te voltem.
E quando hajas posto
nos carnes a alma
que, pelas alcovas,
ficou enredada.
Então,—homem puro,—
pretende-me nívea,
pretende-me branca,
pretende-me casta.
O POETA E A LUA ( Vinicius de Moraes )
20/08/2026
Por Casimiro de Brito
ENTRASTE ( Casimiro de Brito )
Entraste na casa do meu corpo,
desarrumaste as salas todas
e já não sei quem sou, onde estou.
O amor sabe.
O amor é um pássaro cego
que nunca se perde no seu voo.

.jpg)



2.jpg)




.jpg)
.jpg)
