esta manhã o silêncio subiu pelas paredes e pelas asnas,
sou agora toda a minha vida, o meu destino
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
esta manhã o silêncio subiu pelas paredes e pelas asnas,
sou agora toda a minha vida, o meu destino
Regressarás pela ladeira velha
Na raiz da praça
Viviam plantas, viviam troncos, viviam sapos
Falo-te agora de um rio em mim nascente
Vim para acender o teu nome
Aqui projectei a minha casa:
Sei que buscas ainda
Toma o ventre da terra
Os barcos regressam
Após o ardor da reconquista
Chove na capital que morto libertaste
Neste país as estátuas desdenham alturas.
Num certo campo de um ermo lugar
Deixei longe o clarim.
Quero-me desperta
Hoje as palavras nada dizem de naufrágios.
há pessoas que perdem os óculos
se contarmos todas as palavras que
vestidos muito longos e justos incomodam
de mim, que tanto falam
Basta-me um pequeno gesto,
trago comigo as gigantes perguntas
A verdade cantava no escuro
Talvez quem vê bem não sirva para sentir
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As mãos lindas que vi deixam-me absorto:
Quando uma estrela cai no escurão da noite
Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz
O areal é o desenho branco do teu corpo
Calafetado contra os sonhos, fico