Percorro com os dedos o teclado
POÉTICA LEITURA
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
17/04/2026
O AMOR EM LINGUAGEM DE COMPUTADOR (versão 2)(Maria Carlos Loureiro)Acasos e Mistérios, Quetzal Ed, 1998-Lisboa, Portugal.
SILÊNCIO ( Juana de Ibarbourou ) Tradução de Hector Zanetti
Minha casa tão longe do mar.
A HORA ( Juana de Ibarbourou ) Tradução de Maria Teresa Almeida Pina
Toma-me agora que ainda é cedo
e que levo dálias novas na mão.
EDUCAÇÃO SENTIMENTAL ( Cristina Peri Rossi ) Tradução de Maria Teresa Almeida Pina
Se fosse analfabeta
POEMA ( Louise Labé ) Tradução de Sérgio Duarte
Belos olhos que fingem não me ver
CHUVA ( Ribeiro Couto) Poesias Reunidas. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1960
A chuva fina molha a paisagem lá fora.
I (2) ( Luíza Mendes Furia ) In Vênus em Escorpião - Patuá, São Paulo, 2016
Abandonei o tempo dos limites.
CANÇÃO ( Cecília Meireles ) in Viagem; 1939
Pus o meu sonho num navio
BALADA DAS DEZ BAILARINAS DO CASSINO ( Cecília Meireles ) in Retrato Natural; 1949
Dez bailarinas deslizam
MELANCOLIA ( Henriqueta Lisboa ) in A Face Lívida: poesia, 1945.
Água negra
SERENA ( Henriqueta Lisboa ) in Velário; 1936.
Essa ternura grave
A MENINA SELVAGEM ( Henriqueta Lisboa ) in livro Lírica; 1958. Poema integrante da série O Menino Poeta, 1939/1941
Para Ângela Maria
A menina selvagem veio da aurora
OS LÍRIOS ( Henriqueta Lisboa ) in A Face Lívida; 1945
Certa madrugada fria
Por Marilia Cafe
fio do risco do sol
cega mormaço seu movimento
canto de olho desfoca lume
dentro tudo se aparelha
corpo batuque proposital
desejo de segundo corpo
transposição de tessitura
borboletas se divertindo
composição mágica do cérebro
órgãos e suas músicas naturais.
CAFÉ (Jorge Ben Jor )
Meu amor meu amor
14/04/2026
ESCRITA E LIBERDADE ( Maria de Fátima Ferreira Rodrigues )
Quando teus exércitos chegaram
Por Priscila Faria; in Nesse Corpo de Água Doce
há penas mais pesadas que as dadas nos cárceres
penas que somente por nós podem ser pagas
asas amarradas, que só encontram liberdade
com o peso de uma pena na mão
na minha insustentável leveza
eu sinto
tudo o tempo todo
me toca
sinto muito
eu voo
TAPUIA ( Raul Bopp apud Mário da Silva Brito ) in Poesia do Modernismo, 1968.
As florestas ergueram braços peludos para esconder-te
com ciúmes do sol.
E a tua carne triste se desabotoa nos seios,
recém-chegados do fundo das selvas.
Pararam no teu olhar as noites da Amazônia, mornas e imensas.
No teu corpo longo
ficou dormindo a sombra das cinco estrelas do Cruzeiro.
O mato acorda no teu sangue
sonhos de tribos desaparecidas
– filha de raças anônimas
que se misturaram em grandes adultérios!
E erras sem rumo assim, pelas beiras do rio,
que teus antepassados te deixaram de herança.
O vento desarruma os teus cabelos soltos
e modela um vestido na intimidade do teu corpo exato.
À noite o rio te chama
e então te entregas à água preguiçosamente,
como uma flor selvagem
ante a curiosidade das estrelas.
Por Priscila Faria; in Nesse Corpo de Água Doce
eu quero a palavra com cheiro, a palavra com pelos
que veja a beleza desfocada
quero a palavra sem espelho, atemporal, vadia
que abrace a menina, penetre a mulher
quero a palavra perfurante
na garganta
a palavra que treme e vibra e contrai
a palavra da água da morte do medo do fim
eu quero a palavra engasgada
sem fôlego, sem batimentos, sem culpa
quero a palavra mapa, procura e dedos
a palavra sem ida e sem volta
que se contradiga
a palavra descrente da verdade do agora
eu quero uma palavra que é tudo
e que não sabe de nada
quero a palavra que reinvente a vida
materialidade fina e transcendente
do meu gozo, num único verbete
uma fogueira, um altar, a porta
do céu ou do inferno
eu quero a palavra muda
a palavra que desnude a poesia
eu quero o milagre do verso
porque meu sexo não sabe ser escrito
13/04/2026
FLOR DE TANGERINA ( Alceu Valença )
Hoje eu sonhei que ela voltava
BORBOLETA ( Alceu Valença )
Ela é uma borboleta
11/04/2026
O QUE SERÁ ( À FLOR DA PELE ) ( Chico Buarque )
A ILHA ( Djavan )
Um facho de luz
10/04/2026
NESTE SILÊNCIO ( Artur Ferreira )
Olhando nos meus, teus olhos gritavam:
ESSES HÁBITOS QUE TENS ( Artur Ferreira )
Hoje acordei















