Sê Essência!
Isso,
deixa-me sentir-te essência no meu ventre,
quente
teu porto de abrigo em noites de vontade!
Vem,
como quem somente anseia o momento.
Para quê desejarmos a fogueira intensa
se é exaustão alimentá-la?
Não desejemos mais que lume do momento,
a poesia girando entre os dedos
brilhando como o cristal que trago no umbigo!
Eu e tu somos o tempo.
Enrosca-te comigo junto ao pontal das rosas
fazendo amor no chão de pedra entre as papoilas
até depois da morte!
Que meus mamilos te saciem
e tuas mãos invadam estes cabelos negros de índia
selvaticamente para ti desmanchados...
lamberem-te a pele até limpares memórias.
