26/01/2026

Por Célia Moura, poesia inédita

 Longa é noite

quando ninguém dorme a teu lado
quebram-se promessas
que não passaram de devaneios
oscilando volúpia ao tempo rosas brancas
em meus seios de luar.
Longa é a noite
quando já ninguém chama pelo teu nome.
Amargas se tornaram as bocas
que nunca se juntaram
todos os lábios por beijar
inflamados de rubi
são nada!
Meu corpo lindo, sequioso,
colapsado em temporais,
aninhado ao teu lado
anulado!
Para quê?!
Longas são as noites
quando só a ausência me adormece
e a estrada até ao mar tem sabor a infinito
meu amor ausente, de sempre, para sempre
numa eternidade exagerada de tanto.