01/04/2018

VIII ( Sophia de Mello Breyner Andresen )

Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento

Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser

Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite
POEMAS  DE  UM  LIVRO DESTRUÍDO