sua presença
a fuga da minha estrada
liberdade da minha sentença
te deixo
lavar meu corpo
e a vontade de ser sua
lavando meu rosto
a sua imagem
rasgando a minha memória
entrando por todas as portas
abrindo portas profundas
desgastando a poltrona
e todos os lábios disseram sim
e muito antes de mim
te escrevo essa carta poema
como evidência de desejo
de desejo de apertar o meu corpo no seu corpo e vez em quando me pegar te olhando
além de ti
talvez procurando
o que há dentro de mim
sobre você
que me mostras de ti
vasculhando a memória
deixo a memória nua
de quando me vi nervosa
no mesmo banho que você
e o quanto quis me ajoelhar
do quanto quis ser de você.