Falar da paixão
Mais do que o sangue
Mais do que o fogo
Trazido ao coração
Mais do que a rosa acesa
Só por dentro
Revolvendo no peito
A ponta de um arpão
Falar da febre sem fé
Do animal feroz
Dos líquens abertos
E dos lírios
Falar desassossego sem razão
Uma raiva que silva no delírio
Contar quanto dói a dor
No peito
Quanto é contraditória
Esta prisão
Que me faz ficar livro no que sinto
E logo envenenada à tua mão