Gozo, sim, e digo sem medo.
Gozo no cinema, no metrô,
Onde eu estiver, aonde for.
Basta pensar no homem amado
Que enfiou em mim no sábado passado.
Gozo no pau, de virar o corpo, a alma
E a xota pelo avesso.
Se sou louca, não me lembro
Ou logo esqueço.
Gozo com os dedos há décadas,
Desde que uma menina
Chamada Nathália
Descobriu os rios de prazer
