depois de tudo, a cintura entre os dedos
absorvo o silêncio encantado
ela ainda pulsa, não entende,
quando calado sorvo todo encantamento
porque a palavra nesse instante é vã
e a resposta no suor desfalecido
é, sem dúvida, mais válida
— deixa o corpo descansar sorrindo
deixa o silêncio ecoar bebendo
a rosa cálida de sabor divino
mas ela, aflita, pousa em mim uma vontade
ainda tesa e retesada e até no rosto
a vontade repetida reitera.