03/02/2026

UM LITIOKÓ ( Maiara Gouveia ) in O silêncio Encantado

 Suponhamos,

você me convence
de que eu devo levantar
a blusa, só um pouquinho, pra você
encostar de leve a língua em meu umbigo
e ver a pele molhadinha só um pouquinho, só um
pouquinho, não é mesmo? Então, seguindo esse raciocínio,
apertando-me a cintura até eu perder o tino, esfregava a barba no
meu rosto e o corpo bruto contra o ventre amolecido, mordia o pescocinho,
murmurava na orelhinha uns segredinhos devassos, enquanto seu torso imponente
comprimindo minha barriguinha; assim, naturalmente, gozava na minha cara e depois dormia?

Suponhamos, no entanto, que eu prefira vê-lo de joelhos. E ordene: de joelhos! Agora vá
beijando meus pés até que eu mande você parar; mas antes, grite: “minha deusa, minha
deusa!” implorando complacência, depois deite. Pra que eu possa encaixar o meu
quadril no seu e cavalgar, enquanto falo sobre o quanto foder com outro
homem, nesse instante, poderia ser igualmente bom, ou até melhor,
dando uns tapas na sua cara engraçada, cheia de espanto, e, de
repente, te fizesse com os
dedos tudo o que um
homem não pode
fazer com o
membro.