É o mais engenhoso estafermo.
Sem mexer com a boca ele tira ardor de pétalas!
Atrás de sua casa trabalha um tordo cego
E um rio emprenhado de rãs até os joelhos.
De manhã ouve frases do tordo.
Prende aragens de manga nos cabelos.
O lodo aceso das moscas —
Guarda em vasos de pedra.
Ave, pedras!
Um roxo a vegetal encorpa em seu casaco — o
mesmo roxo enfermo das violetas desmolhadas…
Sabe coisas por concha e água.
Cigarras lhe sonetam sobre outubro.
Esse homem
Teria, sim
O que um poeta falta para árvore.