13/03/2017

I (Rosa Lobato de Faria)

Vêm à poesia
como o sargaço à areia.
Ficam soltas, vadias
a namorar-me a veia.

Dizem coisas pequenas
pequenos sons, matizes
que bordam no poema
a borda do que dizes.

Engastam-se na pele                                                          
as palavras-vampiro
e ficam no papel
a latejar comigo.