Billie Holliday e aquela solidão arretada,
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
29/08/2025
NÓS VOLÁTEIS ( Lia Vieira )
27/08/2025
TEU NOME MAIS SECRETO ( Waly Salomão )
Só eu sei teu nome mais secreto
Abre-te Sésamo! – brado ladrão de Bagdá
26/08/2025
A INVENÇÃO DE UM MODO ( Adélia Prado )
Entre paciência e fama quero as duas,
ENDECHA DAS TRÊS IRMÃS ( Adélia Prado )
As três irmãs conversavam em binário lentíssimo.
SUGESTÃO ( Thiago de Mello )
Antes que venham ventos e te levem
AVESSO ( Alice Ruiz )
Pode parecer promessa
CHUPANDO MANGA ( Maria do Carmo Ferreira )
No pé, tem mais sabor.
POSTIGO ( Helena de Figueiredo )
Nos seixos brancos
IMPULSO ( Helena de Figueiredo )
Nem sempre o que apraz dizer
é inverso ao desejo de o fazer
O PRINCÍPIO ( Helena de Figueiredo )
A língua passeia pelo céu da boca
DOMINGO ( Helena de Figueiredo )
Semana de desejo adiado
DE CARA LAVADA ( Martha Medeiros )
hoje me desfiz dos meus bens
MULHER ( Martha Medeiros )
“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.
DÁ-ME TUA MÃO ( Gabriela Mistral )
Dá-me tua mão, e dançaremos;
A PALHINHA ( Gabriela Mistral )
Havia uma menina de cera;
INÚTIL ( Olga Savary )
Se fosses estrela
TRANQUILIDADE NA TARDE ( Olga Savary )
Ah, derramar-me líquida sobre o mar
QUEDA ( Olga Savary )
Negro crepúsculo mergulhou em meu avesso
AO FÓSFORO ( José Paulo Paes )
Primeiro a cabeça
REVERBERAÇÃO ( Lya Luft )
O destino trama os dias
(Talvez eu precisasse é dos silêncios.)
CANÇÃO DA FALSA ADORMECIDA ( Lya Luft )
Se te pareço ausente, não creias:
ÔNUS ( Lya Luft )
A esperança me chama,
DINORAH, DINORAH ( Ivan Lins / Vitor Martins )
Quando a turma reunia
CANÇÃO DAS MULHERES ( Lya Luft )
Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!” Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?” Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. Que o outro – filho, amigo, amante, marido – não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa – uma mulher.
25/08/2025
PRAIA ( Sophia de Mello Breyner Andresen )
Os pinheiros gemem quando passa o vento
IX ( Hilda Hilst )
Ilharga,



























