Ilharga,
osso, algumas vezes é tudo o que se tem.
Pensas de carne a ilha, e majestoso o osso.
E pensas maravilha quando pensas anca
Quando pensas virilha pensas gozo.
Mas tudo mais falece quando pensas tardança
E te despedes.
E quando pensas breve
Teu balbucio trêmulo, teu texto-desengano
Que te espia, e espia o pouco tempo te rondando a ilha.
E quando pensas vida que esmorece. E retomas
Luta, ascese, e as mós vão triturando
Tua esmaltada garganta. Mesmo assim mesmo
Canta! Ainda que se desfaçam ilhargas, trilhas.
Canta o começo e o fim. Como se fosse verdade
