Os cabelos de Delírio agora estão noturnos
Escuros como estilhaços de safiras negras
Tenebrosos são seus gritos
Mas Delírio ainda dança
Ela é um cisne cintilante dançando
Ela não consegue ver
Os vultos que ameaçam seu lume
Meu coração de bruxa sangra na lua cheia
Sangra e se desmancha feito neve rubra
Meus olhos estão silenciosos e soturnos
Os sonhos suplicam na casa em ruínas
E na escuridão dos dias caóticos
Delírio dança e eu faço preces
Afio minhas facas
Suturo úlceras abissais
Coágulos faíscam no coração