30/01/2026

BRUXA ( Izabela Souza )

Mulher livre

Liberdade feminina

Solto a bruxa que sou

Sou poeta e tô cantando Cássia Eller,

Me adorando ao som de Pitty,

Exalando poder.

Somos deusas, Rita Lee.

O suor na pele é a prova da dança que danço.

Liberdade.

Bruxa, bruxa a palavra dança na minha mente.

Apenas uma mulher liberta.

Sou grande demais para estar presa.

Música alimenta o meu ser.

O volume está alto.

Preenchendo cada vibração da minha alma.

Inspirada ao escrever.

Liberdade.

Euforia.

Te entendo, Natasha.

Bebo a água gelada. Escorrendo pelo canto da boca.

Água é alivio.

Meu cabelo é arte.

Quem não entende que se foda.

Que não me entende que se ame mais.

Amor.

Olhos vermelhos me faz chegar ao clímax.

Alguns momentos atrás tocava Geração Coca Cola, sou  aquela revolução passada.

E me lembro daquele poema que fiz outro dia.

Sou intensa, em todos os sentidos.

Intensidade, amém.

8/80.

Santa trindade, amo-lhes.

A sensação de se encontrar é transcendental.

No atual exato momento, tô me encontrando aqui, sozinha, escutando música boa, cantando música boa, dançando e escrevendo, me sinto preenchida.

Imagine-me.

Imagine-me bruxa.

Faroeste caboclo.

Não peço por nenhuma permanência, só a minha.

Não cobro ninguém.

Mas faço a minha parte.

Me afogo em tudo que vale, o final vale o início.