Aqui: ardo e maduro.
Compreendo as azinheiras.
Compreendo a terra podre e fermentada
De raízes mortas.
Compreendo a presciência do fruto
Na carne intocada.
E assisto crescerem
Frescos, nessa carne, os teus dedos.
Compreendo esse garfo na terra
A germinar ferrugens
Sob laranjais…
E o grão que semearam na pedra.
E mais: os troncos rugosos
Pendendo suas bocas para as águas.