Não pode morrer de novo
quem já morreu muitas vezes.
Deixai descansar agora
um corpo exaurido há meses.
Um corpo que já provou
da vida os venenos todos.
Num colchão de urina e fezes,
a tortura e seus engodos.
Por isso a corda em meu corpo
(pois que suicídio não seja):
para que morram comigo
os que mataram a igreja
que deve ser qualquer homem,
