Meu corpo é um grande mapa muito antigo
percorrido de desertos, tatuado de acidentes
habitado por uma floresta inteira
um coração plantado
dentro de um jardim japonês
regado por veias finas
com um lugar vazio para a alma.
Ana Paula Tavares, em "O Lago da Lua". Lisboa: Caminho, 1999, pág. 45.
