19/06/2018

Colho o mel dos teus olhos tecido na minha ternura impaciente. Lavo-te os dias e deixo-os incólumes nos seus traços de carvão certeiro. Deixo-te a angústia tão nítida como a desenhaste o fio do lápis sem fim, nem semanas deixo-te os meses, os anos com os traços fortes intactos. Só levo um pouco do mel que vais derramando sedento pedindo timidamente o seio.