Enfrentamos o rosto ansioso dos desejos
com o enigma da posse
no limite de cada gesto.
Inquietos falamos longamente
até a lentidão das mãos
insubmissas nos perturbar.
Até recolhermos nas palavras caladas
a seda dos murmúrios.
Até que se solte o rio já sem margens
tão dono de seu júbilo.
Pode ser nosso o ofício da ternura.
