Insónia rôxa. A luz a virgular-se em mêdo,
Luz morta de luar, mais Alma do que a lua.
Ela dança, ela range. A carne, alcool de nua,
Alastra-se pra mim num espasmo de segrêdo.
Tudo é capricho ao seu redór, em sombras fátuas.
O arôma endoideceu, upou-se em côr, quebrou.
Tenho frio. Alabastro! A minh'Alma parou.
E o seu corpo resvala a projectar estátuas.
Ela chama-me em Iris. Nimba-se a perder-me,
Golfa-me os seios nus, ecôa-me em quebranto.
Timbres, elmos, punhais. A doida quer morrer-me:
Mordoura-se a chorar-ha sexos no seu pranto.
Ergo-me em som, oscilo, e parto, e vou arder-me