o meu corpo e o seu corpo
estranho território a conhecer
domar e explorar
feito de broto e casca
águas e fluidos
ganhou decreto
margem fronteira
tornou-se (des)controle
medo, ameaça
ainda hoje
o corpo
mesmo o meu, é um outro
eu
o desconhecido marginal
mas a dança o cobre e queima
avança
e floresce
floresce e assusta
ainda que seja
primavera