02/05/2025

AINDA QUE SEJA PRIMAVERA ( Girlene Verly )

 o meu corpo e o seu corpo

estranho território a conhecer
domar e explorar
feito de broto e casca
águas e fluidos
ganhou decreto
margem fronteira

tornou-se (des)controle
medo, ameaça
ainda hoje
o corpo
mesmo o meu, é um outro
eu
o desconhecido marginal
mas a dança o cobre e queima
avança
e floresce
floresce e assusta
ainda que seja
primavera