29/06/2025

Célia Moura, in "No hálito de Afrodite"

 Bebo-te às golfadas

Meu êxtase de olhares vislumbrados
Em cadências súbitas
Nas tuas mãos de organza
Em minhas coxas prenhes de grito
E de ti.

Estilhaço-me
Nas naus dos navios
Que teus braços arrastam de mim

Bebo-te incessantemente
Até ao rasgar do Templo
E faço amor plena de aromas
E de mim.