por milhares de palavras
que rondam minha cama
meu quarto
minha casa
me espreitam
com milhares de olhos brilhantes
no meio da noite
se alinham escrevendo poemas
tentando conquistar-me
mas sei
que me aprisionam
com suaves correntes
impossíveis de romper
e pelas noites
acorrentada
me arrasto até a janela
e comprovo
que desde o infinito
também
despencam palavras
