Beija suavemente
minha púbis como se torneasses
o meu ventre na ponta do teu pincel.
Acaricia minhas pernas entreabertas
sussurra-me a tesão
que desesperadamente te invade.
Permite-me saborear
bem devagarinho
esta paixão
em tuas mãos avidamente percorrida
pelo meu vestido acima.
Não impeças o curso à nascente
que há-de desaguar êxtase
entre minhas pernas
até ao mar.
Bebamos de nós,
em nós, por nós
o elixir desta embriaguez
feito seiva, ou sangue
seja lá o que for!
