Pele de terra, minha morada,
para ti portas abertas, abertas
as comportas do mar deflagrado
na manhã vendo-te vindo todo de branco.
Aqui o pio de pássaros e algumas árvores,
nossa imaginação, teus objetos,
fingem floresta para o selvagem e quase
sem ternura momento de naufrágio.
Minha voluta roxa e ascendente
ao labirinto-caracol, tua obsessão,
só agora te descubro, ah minha força,
instrumento contra meus excessos,
