Hoje fiz amor comigo mesma,
É quase perfeito
O toque no peito.
Em meu pensamento invento.
E braços fantasmas
Me esmagam,
Um ou mais bocas me sugam
Eu mesma me desdobro
Em mais de um gesto
Que espalho por todo o resto.
Posso ser Leda, por que não?
(O Cisne a bicar meus seios)
Quem sabe escrava, serva surrada
Ou, de alta linhagem, uma dama
Pudica, cheia de anseios.
Branca? Negra?
Idolatrada ou usada?
(Bem de acordo com meu estado emocional)
E quando o gozo explode, sem igual,
Extemporâneo, lá dentro, total!
"O único jeito de suportar a existência é mergulhar na literatura como numa orgia perpétua". ( Gustave Flaubert )
