
pelos dias índios
já não ando
menstruo
menstruar pela orla
nos dias terríveis
menstruar pelas ordens
onde já não ando
menstruo
com o bucho para fora da armadura
o volume mais língua que a distância
um bucho todos os buchos
por nomenclatura norte meu
norte
o bucho
e a despeito das delicatessens
o bucho
é pobre pobre o homem de bem
leva a piada na ponta do sexo
o galho mais distante da língua
homens
uns como mulheres
umas feito homens de bem
já não ando bem das bolas
gravo beijos nas ruas no passeio
me perdoe se sujo seus brancos
mas é que menstruar acomete sem querer
eu disse
por imposição apócrifa
sim
é o bucho que sangra
eita bucho
quereria parir uma cabra de três cabeças
mas sangra
menstruo
e já não ando
por imposição apócrifa
menstruo
como que embaraçada de todas as onças
de tudo que é índio
de tudo que é quando e monstro
com a pança para fora da armadura
cheia de novelas com pombos
a consolação do homem de bem
a comiseração do homem de bem
perseguidos
coitados são todos os homens de bem
é imperativo sangrar a pomba
disse o homem de bem
também eu
que já não ando bem
mas é que mensurar acomete de dedos e quebra o quando
eu disse
por liquidação
já não afio a régua
menstruo
uns dias turvos como o lado de fora
umas noites de meu bem
umas com passos menos
umas com laços anêmicos
umas feito os dias incultos
menstruar para sair e voltar
nos dias terríveis
menstruar pelos canais das sombras
para fora da armadilha
o bucho
o aparato mais índio que a distância
a distância feito minha pança
respira em quandos
eita bucho
e já não anda bem