apoia teu corpo em meu ventre;
sorriso colado, teu doce frutado
gemido arfado entre os dentes.
olhares trocados, saliva banhada
sem redondilhas, pois, me precipito
barganha de amores não compreendidos.
finjo que sei dar nome ao que sinto,
extinto, instinto ou faminto?
lembro das águas demoradas,
que formavam castelo onde tu eras rei!
perdido no meu calabouço,
a pulsar em pronto: "coito?"
dá-me o estalo delirante,
instante que pré-[acende] o amor.
o ar silente à luz, amando.
voz umedecida aos cânticos frêmitos:
eu quase vivo, eu tremo.
