Não quero as vistas do jardim, nem a água, nem os grãos
Sou aquele pássaro que procura apenas um recanto nas ruínas
O meu coração transborda de mágoa e desejo
Quero um buraco na casa do pesar para alojar esse desditoso órgão
Não recebi bondade de amigo, conhecido ou amante
Quero arredar do mundo este meu coração aflito
No meio da multidão, a solidão marcou-me a ferros
Possa o Deus de Anjuman fazer do meu coração uma borboleta
Do afã cerebral nada de bom emana: quero vinho – saúdo a embriaguez
não quero arejar o intelecto – é a loucura que me encanta
