sem ter vergonha ou medo,
melaço da textura aos dedos,
encosta os lábios, suga-os
𝑚𝑒𝑢 𝑑𝑜𝑐𝑒 𝑣𝑎𝑚𝑝𝑖𝑟𝑜;
víbora-veneno-sangue-vivo.
Revirar dos olhos,
veloz-veloz-veloz;
a batizar meu nome:
P e r e c í v e l.
E, por quê?
Demora sobre a minha vulva; és
Sanguinária selva de lembrança, escorre;
voluptuosa [à]vida;
por guardar últimas e pequenas mortes.
Grita-te raivosa:
Te cavalgo. tento.
Fruta libidinosa.
Úmida-tênue.
Pegue minhas ancas,
Te prometo a vida de um poeta.
Palavras vivas, fonte h-éterea.
Ser poema que escorre a ponta d’língua;
Sós comigo.
Carrega-me da vertigem à fé.
Faz cruz aos braços enrolados aos cabelos;
Reza a prece baixo por meus seios.
Invada-me e te engulo, mulher-areia-movediça.
Sou convulsão do teu lobo-homem.
Urra feito lobo a chamar matilha;
Sou ferida perdida à tua boca;
Vampira.
Canção que cura indefinida;
Trilha à Éter.
Caos e Caligo.
Morda-me. Cíclica.