Mulher onírica com mãos de esmeralda
Ela sussurra em meus olhos
Com sua língua pontiaguda de sílex
Os cabelos, perfumados por Sekhmet
Esvoaçam vórtices e víboras
Meu sanguíneo amuleto de lápis-lazúli
Corre pelo deserto e grita no abismo
Minha enigmática deusa egípcia
Joyce, com lábios incendiados de jaspe
E o sexo dourado nas mãos do Diabo
Felina, desliza pelos telhados estrelados
Ela paira e gargalha no espelho
Ela conhece a arte do ana-suromai
Ardilosa e lírica, deliciosamente louca
Ela iça as saias para mim
O furor de Eros me devora
A lança de Tânatos me dilacera
Sismograficamente, o gozo
Entre guizos e ganidos, os signos
