Equilibrando-se no abismo
A queda é possível
Mas é mais provável
Que sigamos agarrados à corda
Que dança sobre nossas cabeças
Amarrada entre dois extremos
Que se mantém firmes
Não cedem
Não se deslocam
E não se desmancham
Entretanto
Se tirássemos os olhos do que nos sustenta
Talvez vislumbrássemos um tombo
Compatível com a vida
Mas para isso
Precisaríamos olhar na direção
Do que é invisível
