O vinho tinto da noite sã
atirava seres para a glória do mundo
No erotismo ácido das estrelas
colho o sumo da terra negra
Os cabelos soltos pressagiam um naufrágio
As páginas ainda estão molhadas de sono
É necessário o subterfúgio do prazer
que coloca a dor no seu verdadeiro
lugar mundano
A aventura da escrita
é percorrer as pupilas negras da noite
e acobertar os corpos
no abrasamento das chamas
Baco, diga-me
se nesta noite vaga
vaga a lua em meu peito inerte
se a cor noturna engrandece
