26/11/2025

Célia Moura, in “No Hálito de Afrodite”

 Ai plenitude de mim rasgada

Asfixia de meu grito entre os dedos
Agrestes de licor
Meu alívio num voo de condor
Ai plenitude enclausurada
No peito de uma gaivota
Grito calado
Por tantas mãos
Aflito!
Ai meu amor
Que desconheço,
Embriaguez Divina
Entre meus braços
Despedaçados!
São para ti todos os meus gritos,
São para ti todas as rosas,
Todo este sangue de esgar e volúpia
Todos os cedros do meu derradeiro Jardim,
Estas mãos de luar
Meu amor
Que desconheço!