29/11/2025

Célia Moura, in "No Hálito de Afrodite"

 Os teus dedos principiantes são o meu mar.

Vem ver este horizonte amor,
rasga-me este prenúncio de temporal
este sémen que guardo feroz
nas entranhas das palavras.
Quem dera que soubesses este segredo
que não quero,
mas bebo mais um trago, ao tango que anseio
sofreguidão de ti,
belo, belo, belo...
nossos corpos em cópula!
Vem amado
deixa-me devorar-te tão tranquilo quanto baste,
ser tua outra parte
plena, inteira, raiz de tua haste.