Minha língua viva e sedenta
Saliva
Maldita
E roça em profanas palavras
Minhas mãos suadas e errantes
Tateiam
Malditas
E tocam profanas palavras
Por entre línguas e mãos
Toma forma a poesia
Sádica
Lúdica
Lúbrica
No prazer do trava-língua
No ardor de uma mão-boba
A poesia se toca
Harpoesia
