Aonde irei comigo? Onde me esconderei,
que já ninguém me veja e eu não veja ninguém?
A luz do dia assombra-me, pasma-me a das estrelas,
e os olhares dos homens na alma me penetram.
Pois o que guardo dentro em mim penso que ao rosto
me sai, como do mar ao fim um corpo morto
Houvesse, e que saísse!...; mas não, te levo dentro,
fantasma pavoroso dos meus remordimentos!
