A chuva chove mansamente como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene.
A chuva chove mansamente. Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine.
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono.
Véspera triste como a noite, que envenene
Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha.
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
