Da cidade das mangueiras
Maíri Tupinambá levanta
Banhada de rios misteriosos
Do povo Parawara
Pará é terra indígena, meu mano!
Não sabias?
Pois chegue que vou lhe contar!
Aqui ilhas de memórias
Levantam Acaizais
Imponentes samaumeiras
Viram o tempo de milhares de povos que plantaram esse chão!
Cabelos de jenipapo, olhos de urucum,
pintados de diversidades,
cocares dos tuxaus são cedidos gentilmente pelo povo do céu
Tecido por mãos Matriarcais
Da mandioca, alimento da terra!
Many ensinou como tirar sem matar
Beber sem secar
Viver em harmonia com todos os seres.
Do céu Jacy ensinou suas filhas a plantar as raízes dos Kunamis no ritmo da batida do coração da natureza.
Do fundo, oyaras guardam as memórias dos clãs das águas e as gigantes sucuris devoradoras de mundos.
Tapi Ir’rape
Conta as histórias para os anciões que preservam memórias, cantos, línguas e constelações.
Somos muitos povos, muitas nações, somos, guerreiros, somos guardiões desta terra paraowara, tapajowara, marajoara, karajawoara...
Somos!
Anambé, Gavião, tembé, munduruku, Tupinambá, sacaca, Kayapó, amanaye, turiwara, assurini, borari, arara, xipaya...
O meu país Pará é terra indígena é terra de gente forte
Do norte, da Amazônia!
