Entre terras e águas, o corpo emerge,
Mulher ancestral, que a memória protege.
Símbolo de poder, cravado no chão,
Onde rios esculpem sua canção.
Guarda segredos, medicinas da mata,
Fala a língua que o vento desata.
Do fundo dos rios, dos céus a chorar,
Seu corpo é história a se revelar.
Na arqueologia, fragmentos despontam,
Mãos hábeis, no barro, lembranças contam.
Cerâmicas vivas, matriarcal oração,
Do sagrado e do simples, a narração.
Pegadas no solo, digitais da história,
Renasce no tambor a força da memória.
Pinceladas vibram no espírito forte,
O corpo pulsa, ecoa no norte.
Revoltosas, não apenas beleza,
Mas chama que arde em luta e nobreza.
Social e cultural, é força que inspira,
Poder vivo que a história admira.
