Depois que perdi meu seio, tornei-me uma mulher
suturada por um tipo de sabedoria.
Ao longo do dia eu me movia como se caminhar não fosse diferente
de cair. Eu possuía os buracos
e o céu crivado. Eu não tinha absolutamente nada.
Mesmo à distância,
eu conseguia ouvir o disco pulando.
O tempo escorria
das mãos. Dos rostos.
Na primeira vez em que um amante traçou
minha cicatriz, acariciou seu rio
e beijou seu sulco, acordei cedo
