Procurar a tua bússola,
ser taça, fruto, receptáculo,
som do amor
que se junta na água e na terra.
Madrugadas tardias
a tecer a tua boca na minha almofada
(entre a meada da lembrança
e a do esquecimento).
Acordo tersa,
fecunda hélice perene;
esta espiral aquática
que ignora sempre o teu apelo.
Jogo do tímpano e do som
carregado de humidade e de colinas,
de língua de desejo
ou tensa funda.
Eu sou a tépida humidade
que não volta,
sou o desejo que espera em silêncio,
