Aracnídea boca
Sem voz, sangrando um ente
Desfeito eternamente
Num fio que se apouca
E tomba. Casa em chamas.
Umbral do sono. Rio
Do olvido, onde um cicio
De carne eriça as ramas.
Gosto do todo. Ogiva
Da vontade e do nada
A haurir, coralizada,
Quanta ânsia nela viva.
Sarça de extintos eus
A arder. Sol da penumbra
Onde se acende e obumbra
