Sou mulher
E te prendo
Num visgo de mel,
Numa teia de aranha.
Sinto-me perversa,
Trágica fêmea
Que se nutre de teu sangue
Até a morte.
O dom que te prende a mim
Como uma algema de ouro,
Um elo encantado
Que te comove
É minha bondade:
Sou uma alma simples,
Em meus bosques sagrados
Bebes em fontes de cristal.
Meu sabor te agrada
Como licor de rosas,
A suavidade é um perfume
Em meu amplo jardim.
Pobre amado,
Te sacrificas por mim,
Novo Cristo
