Ficaram expostas as substâncias.
Lambemos tudo
que permanece sobre os pelos,
quando o poema ultrapassa poros.
Lambemos
lascas de chuva borrando a janela
e o matrimônico anel de saturno.
Em ambas as línguas
nossos noturnos gomos.
Sob a asa do lençol,
a textura amniótica
do teu colo felino,
masculino útero.
Quando tua língua
secou lágrima acre
de minha pupila vertical,
devolvi
a concavidade serena
de guardar.
Em tua papila
me guardas, doce.
Em minha língua permaneces,
