Refugias em farsa o peito ardente
Te negando o direito à liberdade
O teu ser já conhece o que é verdade
Mas pra sobreviver ainda mente.
Quando fraco tu negas, teu semblante
Fica opaco, arredio, cruel e frio
Nada passa pra mim, ficas vazio
Desconheço o poeta, o sábio errante
Mas a dor de um parto é a mais sublime
É a vida na vida que ela exprime
E antecede a ventura do nascer.
Quando fores rasgado em poesia
No aborto da tua própria cria
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