Ó luxúria brutal, perversa e felina,
dos outros, alheia,
sem pensamentos nem repouso!
retira-me da frente o venenoso cálice,
a tua peçonha adocicada.
Que a morte, o nirvana, a indiferença
dos longuíssimos anos sem sobressaltos, me retome.
Abro os braços e meço: cá, lá cá, lá.
solidão, infinita solidão!
E neste movimento, neste balouço, adormeço,
Cá, lá morte, vida. morte, vida.
Todas as ausências, todas as negações.