Os barcos regressam
carregados de cidades e distância.
Adormecem os grilos
Uma criança escuta a concavidade de um búzio.
Talvez seja o momento de outra viagem
Na proa, decerto, a decisão da viragem.
Aqui se engendram alquimias
Lentos hinos bordados em lacerações
Sossegaram os mortos
Há grutas e pássaros de fogo
Rebentos de incómodos recados
O difícil ofício de lavrar a paciência.
Acontece a arte da viragem
Tanta aprendizagem de leme e remendo.
É quando o olho imita o exemplo da ilha
E todos os mares explodem na varanda.